Adeus ano 2020, feliz 2021

Eu sei que as pessoas estão ansiosas pelo fim desse ano complicado, mas eu sinceramente anseio mais por novas fases na minha vida. E com o fim do ano chegam os filmes de Natal e eu preciso dizer que considero eles especiais embora pessoalmente eu não curta a data. Por que não achar o clássico Esqueceram de mim aconchegante? E como não refletir com Um conto de Natal?
Infelizmente eu já não posso assistir filmes que nem uma alucinada, pois não disponho de tempo para tal e o tempo livre acaba sendo gasto fritando miolos com as preocupações do dia a dia. É por isso que eu consigo gostar de filmes bobos como a comédia de 2008 Um natal brilhante, sobre um senhor que compra todas as luzes de natal da cidade que consegue para deixar sua casa iluminada a ponto de aparecer no espaço (um white people problem?). Com isso ele consegue despertar a ira e a inveja de seu vizinho, que apesar de amar celebrar a data, ao longo do filme percebe que é uma pessoa amarga e que nunca tem de fato um espírito de Natal, quer apenas consumir e tirar fotos como qualquer ser humano normal. Esse tipo de filme leve com mensagens simples aquietam o coração e nos fazem se sentir bem, afugentando maus fluídos da vida, nos alienando desse fardo pesado do mundo globalizado.
A Netflix que nunca foi boba, mirou de sua aposta em comédias românticas direto para clichês natalinos conseguindo em poucos anos um arsenal de filmes digno de reprises na sessão da tarde. Pudemos acompanhar Deixe a neve cair, A princesa e a plebéia, Crônicas de Natal, Klaus e agora Amor com data marcada. Nenhum filme tem objetivo de se tornar um clássico, assim como a saga Esqueceram de mim não o tinha, nem nenhum desses filmes que vemos por convenção nessa época. Então não vamos discutir a qualidade das produções mas sim a maestria com que elas nos transportam para o mundo encantado da renovação das energias. Por que passamos o ano todo atribulados, presos em trabalhos exaustivos com colegas inconvenientes ou no meu caso, madrugada adentro fazendo trabalhos da faculdade, estudando e sobrevivendo. E após 365 dias damos o ano por vencido e as batalhas como ganhas. Estabelecemos novas lutas e torcemos com toda força que resta para que as metas se cumpram e os prazos não se apertem mais e que consigamos ter um final tão feliz e ensaiado como o de um filme em que a luz foi pensada para que a câmera conseguisse captar por um momento, breves instantes de conquistas traduzidas como felicidade. E que nosso bem-estar seja eterno enquanto dure.</b

Amor próprio um paradigma

Steve Jobs – How to Live before You Die

At his Stanford University commencement speech, Steve Jobs, CEO and co-founder of Apple and Pixar, urges us to pursue our dreams and see the opportunities in life’s setbacks – including death itself.

Comecei a perceber que meus problemas de dependência emocional precisavam ser resolvidos quando toda vez que eu me envolvia emocionalmente com alguém, me via presa a pessoa. Não sabia soltar, não sabia deixar que a pessoa escolhesse estar longe de mim. Ficava remoendo memórias sem tanta importância e me abismava com o fato da pessoa não me considerar interessante a ponto de me tornar parte da vida dela como um todo. Sempre criei expectativas aonde eu sabia que encontraria ilusões mas eu gostava de contrariar a realidade e arriscar para depois perceber que eu estava passando por um processo lento de autodestruição que gradativamente minava minha energia e meu bem-estar.

Hoje estou desiludida e sentindo que é praticamente impossível levar qualquer relacionamento adiante embora eu considere a vida matrimonial um sonho vindouro. Percebo que ter uma família complicada é a pior das minhas decepções, não tenho alternativa alguma, então, por que me esforcei para imaginar que um cavalheiro me retiraria do auge das minhas frustrações. Existem coisas que despejamos nas pessoas que conhecemos e acreditamos que elas sejam culpadas por nossos insucessos e sofrimentos quando nós que escolhemos priorizar tempo e energia em pessoas que não irão permanecer conosco e que muitas vezes não farão nenhuma falta.

Me lembro de assistir a série Desperate Housewives e concordar com essa frase sem nem refletir e acredito que ela tenha sua verdade mas em que podemos ou devemos colocar intensidade? Hoje eu sei que em coisas boas que me tragam satisfação. Eu sei que nem sempre vou saber o que é melhor para mim mas buscarei ao máximo lutar pela minha felicidade!

Estresses

Os dias vão passando e o fim de ano vai se aproximando e você vai se sentindo impotente. como se não pudesse controlar as coisas e sentisse que o tempo é o seu senhor. É difícil acordar e perceber que nada ocorreu como você planejou.

Sentir que nossas expectativas foram quebradas ao meio e não se cumpriram é deveras frustrante. Mas então, o que nos resta? embora não devemos afugentar tão cedo qualquer sentimento de tristeza para compeli-lo de retornar mais forte depois, não podemos permitir que esse sentimento seja poderoso em nossos rumos.

Você tem que descobrir cedo que o seu ânimo e seu estado de espírito são decisivos nas direções que você toma em sua vida, uma vez que eles vão te fornecer a energia necessária para respirar fundo e tomar as melhores decisões quando as coisas se tornarem difíceis novamente. Não podemos negar que a trilha seja difícil e com muitos  empecilhos mas precisamos ter plena noção de que as coisas não se tornaram fáceis em nenhum momento. Isso não é motivo para desanimares e desistir porque você vai aprender a contornar todas as situações e agradecer por cada uma. Haverão momentos que o estado de êxtase será absurdo e sua alegria parecerá incontrolável e que a vitória parecerá constante então perceberá que era só respirar aliviado e tranquilo por que no fim daria tudo certo.

O voto útil é útil?

Véspera de eleição e os corações de inúmeros brasileiros estão a mil. Durante quatro anos, uma figura de renome definira os rumos do país. Com ele, senadores, governadores e deputados, todos devida e democraticamente escolhidos pelos cidadãos do país. E nas rodas de conversas, sempre a especulação: “já sabe para quem votar?” Na maioria das vezes, o eleitor sabe, mas com a sua sabedoria carrega mistos de desconfiança, esperança e também, desânimo. Porque em determinada época de qualquer jornada eleitoral, sempre fica em evidência os principais problemas do país, que confrontados com veemência pela população, são finalmente ouvidos pelos interessados na gestão pública. E eis a maior dúvida que paira: o candidato a quem estamos cogitando dar um voto (de confiança) será mesmo capaz de resolver ao menos boa parte dos diversos problemas que temos enfrentado dia a dia?

Passadas as primeiras más e boas impressões, já lá estão elas: as campanhas partidárias e as pesquisas de opinião, todas fiscalizadas, apuradas e dar chovadas por nosso atribuído TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. E então se instaura um caos, ou melhor, uma baguncinha organizada. Euforia para todo lado, candidato disputando e eleitor esbravejando. E logo, sem muita enrolação, já sabemos quem são os mais cotados entre os que tem o poder de decisão: a classe eleitoral, o eleitorado, ou o gado do pasto, se você me permitir a insolência. No momento em que somos milhares, nos tornamos parcelas de preferência A, B, C, D e além, para tomada ao lado ou ao redor, de frente progressista ou de retirada conservadora. E por parcelas que somos, acreditamos ter perdido nossa força ao depararmos com a pouca adesão dos demais eleitores ao candidato que acabou por nos convencer a apertar os números que o representam na urna eletrônica a partir do nosso documento oficial da democracia no Brasil: o título do eleitor.

Uma segunda coisa que acaba acontecendo é uma rebelia indireta ao candidato favorito da massa autorizada a votar. Diferente da situação aonde o voto parece se anular diante das poucas perspectivas de vitória, o eleitor tem a oportunidade de afirmar que não deseja o favorito nas pesquisas optando assim por um candidato que esteja “colado” a ele nas intenções de voto do eleitorado.

São duas circuntâncias comuns e recorrentes nas eleições brasileiras que a meu ver, prejudicam o resultado final da corrida, seja pela presidência, seja pelo senado, seja pela câmara. Mas por que se os eleitores tem plena liberdade de escolha, uma vez que o voto é secreto? Vou falar sobre o que é de fato, escolher um candidato e como acaba sendo escolhido.

Em primeiro lugar, um candidato comprometido nada mais deve fazer do que analisar criteriosamente vários aspectos da sociedade e a partir daí, prever o que tem funcionado e o que precisa ser alterado para o melhor funcionamento da mesma. É aí então que surgem as propostas de campanha, que buscarão contornar todas as situações ruins seja numa gestão, seja numa localidade. Também deverão ser descritas as medidas a serem tomadas para uma administração transparente e eficaz que o cargo requer. Com toda a licença do nosso TSE, logo após ter cumprido todos os requisitos e tramites de pré-candidatura, lá vão os nossos “heróis” correr atrás de apoio para seus desígnios políticos.

Considerando que o que está em jogo muitas vezes são os problemas sociais a serem contornados e não um simpatizante do púbito, acredito que o maior problema na consideração de um voto útil se dá justamente aí. Ou seja, se para você, o candidato que melhor atende as demandas do seu munícipio, estado ou país por estipular para ele bons planos e metas a serem traçados e alcançados não receberá seu voto por não receber o voto de outrem ou para que outrem não receba votos também, estão aí, jogadas por terra, boa parte de muitas ideias que poderiam serem colocadas em prática e testadas pelos cidadãos que tiverem a coragem de arriscar seu voto (que nessa ocasião é visto como pouco significativo), apostando-se assim em um candidato mais próximo ao que considera-se ser bom para o bem geral da nação.

Pra não deixar de falar que dados os resultados de qualquer eleição, os felizardos que virem a ser escolhidos podem, claro, utilizar-se das propostas convenientes de seus outrora concorrentes ou até mesmo encarregá-los de as gerirem em algum orgão novo ou já instituído por nossos legislantes. No entanto, não aconselho nem mesmo acho louvável que se deixem de dar chances aos candidatos que pensaram nas ideias que melhor se encaixam ao perfil do eleitor, pois pode bem ser ele, o melhor e mais bem disposto, a fazer elas valerem. Você daria poder a quem pensa em algo ou alguém que coordena quem pensa? A liderança, pesa mais na ordem ou na disciplina?

Carta de uma brasileira ao futuro

Estimado país,

Venho por meio desta dirigir minhas sinceras desculpas ao estado em que o senhor se encontra. Sei que enfrentas muitas tribulações e que já não há tantos remédios para suas chagas, ó pátria. Sei que há muito não circulas como dantes, pois sempre se depara infortunadamente com algum meliante. Sei que já não surte modos melhores de propostas para conflitos vindouros pois pouco sabes do mundo ou da vida. Sei que há muito pedia, mas não havia alguém que lhe concedesse, temporário auxílio. Inúmeras vezes não apoiei, que seus próprios passos desse e chegasse então, ao rumado progresso. Por não promover a ordem, presenciaste tanto dos seus amados despedindo-se com pouca cerimônia. Por não querer algo por todos, agora com a vossa imponência, muitos têm com o que se preocupar.

Rogo-te que não repudies-me agora, pois também confesso que infinitas vezes pensei em interferir e participar com você de todas as lutas que apareciam. Porém, alguns de meus irmãos recusavam-se a te ajudar, diziam que não ser problema nosso, que poderíamos resolver as coisas simplesmente desaparecendo e eu, não quis ficar pra acompanhar as derrotas, tampouco quis de meus honorários, se afastar. Eram meus e me eram caros, os amigos, mas alguns deles, ao longo da jornada, foram-se também para além de mim.

Doce terra que perpetua mediante tantas dores, gostaria de te ver em melhor estado agora, mas já não me recebes tão sorrateiramente. Que houve com sua hospitalidade, terra de tantas mães? Pelas ruas que ando, pelos estabelecimentos que visito, pelas casas que frequento e por todas as imediações públicas, só observo nos rostos, expressões de indignação e fúria. Perdoe-me pelo descomprometimento, se eu tivesse me engajado em suas lamúrias, por certo que de tal modo eu não a encararia.

Deixe-me contar agora sobre os campos que percorri e as cidadelas que permaneci. Por lá também já não se encontram sorrisos, e, no entanto, mandam sinceros votos de melhoras a ti, querido lar. Dizem não saber como ajudar, que as condições já não são as mesmas, mas que esperam sinceramente que em breve se recuperes. Perguntam, cerimoniosamente, se podes um pouco de suas sementes frutíferas com um pouco de suas águas benignas, conceder. Sabem bem que o momento não pede e pouco favorece, doações, mas asseguram estarem, de modo urgente, necessitados. Alegam que em algumas circunstâncias, devemos esquecer um pouco de nossos problemas e olharmos que muitas dores também passam, o nosso irmão e o nosso vizinho.

E agora, a alguns de seus dirigentes, peço compreensão. Tantas vezes me alertaram, para que não confiasse em alguns dos que se destacavam nos mais altos palanques, que desse alguma oportunidade aos que tinham menor visibilidade, mas eu não queria me arriscar. Não imaginei que pudessem, o destino desse lugar, alterar.

Gostaria ainda de deixar sinceros votos de esperança, imaginando eu que se possível, tu conseguirás dar todos os passos e cumprir todas as ações que estipulam há um condenado que por descuido, não acertou com suas escolhas. Sei eu que não és fraco, ó solo desregulado de céus intempestivos. Que de chão tão vasto e de qualidades tão repletas, nunca de seu cunho, te exaltantes. Ainda perante muitos, te subordinastes, mas que com toda a garra de sempre perdurastes. Sei que de maneira interessante, encontrarás um bom abrigo adiante, deixo a ti então, esse belo consolo: não te amei devidamente, mas de seus saturados grãos, jamais me desfiz.

Com certo dolo,

Senhorio Natural do Brasil.

30/09/2028

Coisas que você pode fazer para ter bem-estar

Século 21 (XXI para os que gostam de livros de história), segundo semestre de 2018, finados de agosto. E entre os assuntos em alta (ignore aqui qualquer trending topic do twitter): estresse, depressão, ansiedade. Em contrapartida, também são comentados os meios de se fugir de tudo isso: coaching, motivação, terapia, meditação, etc. Então, pra não fugir nem deixar de seguir o rótulo, vou falar não só sobre o que gera o mal estar psicológico e algumas vezes físico nas pessoas (sob uma perspectiva pessoal, claro), como formas de lidar ou evitar ele, tendo assim, um dia a dia mais tranquilo e bem aproveitado.

Por alguma razão, tenho visto alguns conteúdos a respeito da maneira frenética da sociedade contemporânea de vida. Um pouco antes de me formar na escola, já me deixava curiosa o quanto o mundo globalizado estava se tornando cada vez mais moderno, acirrado, afunilado e claro, difícil. Muitos problemas sempre vinham surgindo nos mais diversos setores, começando com problemas de gestão pública que afetam educação, saúde e segurança, caminhando pela economia e chegando a catástrofes ou incidentes naturais. Parecia que sempre tinha muita coisa dando errado. Uma vez que os índices e os dados gerais não tinham resultados positivos, era de se pensar cada vez mais em como as pessoas poderiam fazer para ter qualidade de vida. Se são mais de 7 bilhões de pessoas num planeta, que ainda que não tenha recursos tão escassos, certamente são mal geridos, como garantir que todas as pessoas possam desfrutar de suas vidas bem e afavelmente. Compreendendo que praticamente todos os seres humanos foram submetidos a um regime econômico, ou seja, capitalista, obviamente, não há como todos ficarem absolutamente bem, felizes, satisfeitos e por aí vai. Isso por que, sendo um modelo de produção, ele nada mais é do que isso, um sistema de capitalização de fundos que se concretizam em bens, um modo da sociedade se organizar financeiramente, baseado na matemática do lucro. El e não visa nem jamais visou, o bem estar. Mas não há como adquirir renda sem contribuir, não é mesmo? Isso significa que para que esse sistema seja alimentado, é preciso que as pessoas façam parte dele, que todos sejam uma parte do todo. Cada um tem sua função, ainda que seja a de ser excluído normativamente dele, mas indiretamente, ser parte dele. Você pode ser um mendigo, mas ainda vai precisar de alimentos, então pedirá para quem não é. Você pode ser ermitão, mas volta e meia representantes das autoridades locais estarão checando suas bem-aventuranças. Você pode ser o cacique de uma ilha esquecida no atlântico, que provavelmente alguns cientistas sempre tentarão chegar até você. Mas em que tudo isso infere num mal ou bem-estar geral?

Sendo um sistema, tudo tem seu lugar e sua posição, com tudo muito bem definido, mas por ser social, ocorrem também mudanças. Existem posições melhores e piores, e ninguém de nós quer estar numa posição considerada ruim. Ou pelo menos, imaginamos que não queremos. Assim, fazemos o melhor possível para que consigamos “subir na vida” e costumamos julgar os que aparentemente, não estão escalando até um topo para a conquista de posição privilegiada, qualquer que seja. O problema, é que essas posições além de serem destinadas a poucos, requerem inúmeros sacrifícios, curiosamente, mesmo financeiros. Se sacrifica o lazer, o descanso, os relacionamentos, a integridade, o tempo, a paz, entre outras coisas que eu poderia dizer qu são indispensáveis para uma vida feliz ou plena. Como nem todos podem alcançar um patamar alto, a frustração começa a dar suas caras.

Foi aí que eu pensei numa lista de coisas que você pode fazer para te ajudar a vive melhor. Lembrando que tudo aqui são perspectivas pessoais, nada é concreto.

1 – Durante os momentos de folga, não desprenda seu tempo na mesma “atividade” por mais de duas ou três horas seguidas;

Alguns estudos já saíram no passado falando sobre como passar muito tempo em frente à televisão, por exemplo, podia levar à depressão. Hoje, dizem-se o mesmo sobre redes sociais, vídeo-games, maratonas televisivas e demais atividades que ainda que sejam de entretenimento, são monótonas, uma vez que não se sai do lugar e toda sua atenção é desprendida numa única coisa, sem maiores objeções. Uma longa exposição a esses produtos, durante longo prazo, se rotineiro, pode ser prejudicial

2 – Cuide dos seus relacionamentos;

Tá, essa já é meio batida, mas pois é. Se você não se cercar de pessoas bacanas, que gostem de você e que queiram o seu melhor, dificilmente você tomará os melhores rumos para sua vida. Isso não significa que o mundo tenha algum compromisso em gostar de você e que você tenha que se mudar caso todos os seus vizinhos te detestem, não. Longe disso. Isso envolve mais o seu círculo íntimo, as pessoas com quem você compartilha suas alegrias e divide seus anseios, uma vez que são elas que, de uma certa forma, são capazes de afetar a maneira como você reflete suas ações e suas emoções.

3 – Tenha algo que te engaje

Eu acho que todo ser humano é um tanto apegado às coisas. Somos afetuosos e normalmente nutrimos paixão por algo. Uma das melhores formas de não deixar se abalar e saber o que te move. Independente disso se tornar o foco da sua vida e vir a ser uma carreira, um hobby ou alguma iniciativa própria sempre te trarão um orgulho e uma satisfação ao realizá-lo. E se você imagina que ainda não tem nada que te assome tanto na vida, nada impede te começar a descobrir algo que faça isso.

4 – Cuide de você

Essa é batidíssima, mas… Se ninguém ainda te disse, você é importante, e não pelo que o mundo dirá sobre você, mas pelo que és. Mais do que uma alma que habita o mundo, você é parte de um universo incrível. Ainda que pequeno, você desfruta da energia de uma estrela com tanta energia que você não pode interferir, e que ainda assim, é concedida a você. Tá bom, texto bem piegas. Mas é, ainda que minhas palavras não encorajem e por mais que você não tenha feito nenhum grande êxito, isso não te torna inferior, somos todos pedaços constituintes de um universo que não conseguimos mensurar ao certo. Então, sobreviver bem e com dignidade, o tanto quanto possível é uma obrigação. Isso inclui se alimentar, dormir e se movimentar corretamente. Cuidar da sua saúde e sua higiene, evitar vícios e malefícios e só investir no que vale a pena e nunca se arrepender do que te faz bem.

5 – Jogue o negativismo e use o realismo

Eu fiquei bastante surpresa ao me deparar com algumas matérias e vídeos falando da importância de nos mantermos positivos quanto aos problemas. Sempre me pareceu o contrário, e pra tanto, resolvi tirar a dúvida, e curiosamente, a perspectiva é certeira. Passei a a avaliar minhas convicções e então notei que quanto mais negativas, mais impropícias e irrealistas elas eram. Me impediam, principalmente de agir. Pra não deixar que erros do passado voltassem a ocorrer, optei por um exercício básico que descobri com um youtuber e mais tarde descobri se tratar de uma citação do livro “O jeito Harvard de ser feliz”, cujo autor eu não lembro agora, mas sei que conduziu um estudo a respeito de como as pessoas poderiam fazer para alcançarem o que almejam. Como nosso cérebro pensa de início, no pior, você deve, no fim de seu dia, pensar em três coisas legais que aconteceram, e aos poucos, seu cérebro “modificará” o seu modo de analisar as situações adversas que ocorrerem a ti.

Escola de equitação para moças – Anton Disclafani

sobrevivencialiteraria

Vou relatar aqui o que seria o enredo de um livro que não só fugiu do estigma de “best-seller” como também adotou táticas diferentes como propósito de ganho de público. Estamos falando aqui de estilo narrativo, e eu chamaria com facilidade a escrita dela de discursiva, mas calma, não estou diminuindo a publicação com essas palavras. O que estou querendo destacar é a maneira nada clássica de percorrer uma história original, mas ao mesmo tempo, comum.

Você é apresentada a uma garota chamada Theodora, a Thea para os íntimos. Thea como toda boa garota, tem uma paixão, mas que não é lá muito comum entre as meninas da sua idade e nem entre as mulheres. Ela adora cavalgar e também adora cavalos. Mas isso não a torna necessariamente atípica. A história se passa em meio a grande depressão dos Estados Unidos (período histórico de crise econômica que eclodiu em 1929…

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Escola de equitação para moças – Anton Disclafani

Vou relatar aqui o que seria o enredo de um livro que não só fugiu do estigma de “best-seller” como também adotou táticas diferentes como propósito de ganho de público. Estamos falando aqui de estilo narrativo, e eu chamaria com facilidade a escrita dela de discursiva, mas calma, não estou diminuindo a publicação com essas palavras. O que estou querendo destacar é a maneira nada clássica de percorrer uma história original, mas ao mesmo tempo, comum.

Você é apresentada a uma garota chamada Theodora, a Thea para os íntimos. Thea como toda boa garota, tem uma paixão, mas que não é lá muito comum entre as meninas da sua idade e nem entre as mulheres. Ela adora cavalgar e também adora cavalos. Mas isso não a torna necessariamente atípica. A história se passa em meio a grande depressão dos Estados Unidos (período histórico de crise econômica que eclodiu em 1929 no país e se alastrou pela década de 30) e a jovem moça vive na zona rural da Flórida. Seu pai é médico e sua mãe é dona de casa, mas o que garante mesmo a estabilidade financeira durante uma época tão dolorosa para a nação seriam algumas terras no poderio do casal e uma plantação de laranjas. A autora trabalha com bastante dignidade a vida tranquila da garota frente a todos os problemas sofridos pela maioria da população na época. Vez ou outra, a personagem se pega pensando no quanto tem sorte por não precisar se preocupar com dinheiro ou com seu futuro, até mesmo por ela viver em uma época em que as mulheres não tinham muito poder de decisão sobre suas próprias vidas. Prova disso é o fato de Thea ter um irmão gêmeo, que tendo a mesmíssima idade dela e tendo as mesmas regalias que o dinheiro e o conforto podem proporcionar, não só é muito mais informado a respeito dos problemas que cercam a família, como é claramente mais amado pelos pais, além de não sofrer nenhum tipo de cobrança por parte deles, nem indiretamente, e nem quando age de maneira infantil ou tola. Thea sempre descreve seu constrangimento ao ter de tratar de assuntos íntimos com a mãe, e demonstra sentir que a família não esperava e nem desejava ter uma menina.

Em meio a todo o caos familiar, Thea vai se descobrindo uma mulher, de espírito aventureiro, curiosa para aperceber-se de um novo mundo, de prazeres e de alegrias. Mas ela não tem muito tempo para conhecer a vida em sua terra, pois logo um incidente com o irmão e seu primo a faz com que seja transferida para um colégio interno mais ao norte do estado. A família a culpa pelo ocorrido e decide puni-la e a trancafia em uma escola rígida e distante.

Thea não leva muito tempo para compreender que está confinada com meninas muito mais ricas que ela e que, a realidade delas é bastante privilegiada em vista da situação drástica em que o país se encontra. Fofocas são recorrentes no local, e por mais fúteis que sejam as badalações em torno de uma menina ser mandada embora por sua família ter perdido a fortuna, consegue demonstrar ligeiramente o quão grave a época foi para os americanos. Ela também vê que não está precisamente em uma escola, e sim no que seria um espaço convencional para a elite abrigar suas filhas, castas e ingênuas. Mesmo se tratando de uma escola de equitação, a maioria das moças não demonstra muita habilidade ou disposição para cavalgar, e apesar de haver uma competição formal, não há grande expectativa ou emoção com o evento, fica sendo apenas uma formalidade da instituição. As garotas tem aulas de literatura, de história, arte, e coisas assim, mas nada que esquente verdadeiramente a cabeça delas.

E Thea, cansada de lamentar pela saudade que sente de causa, pela raiva que sente dos pais, por uma culpa ou remorso ainda não digeridos, e da vontade de se resolver com o irmão, decide por fim, aproveitar a estação por lá mesmo. De poucas amizades, limita sua vida a Sissy e a Leona, uma rival leal.

Como eu disse, não há nada de novo na história, nada que estarrecerá sua mente. Então, qual o potencial de Escola de equitação para moças? Eu diria que apesar de ser uma história clichê, o destaque do livro é justamente esse. O amadurecimento feminino, os anseios de uma jovem outrora inocente, e a perceptível transição de mentalidade da menina para uma futura mulher. Se envolvendo com um homem casado, com o dobro da idade dela, julgando não haver problemas e entendendo que, se ela não pesasse seus atos, teria que lidar com as consequências. A autora consegue passar de maneira brilhante esses impasses, além da viagem no tempo proporcionada pela descrição rica, cautelosa e detalhada dos acontecimentos. A personagem ainda consegue passar todas as emoções e angústias que sente ao estar sozinha e ao mesmo tempo cheia de pessoas a sua volta. Tudo que ela sente, aprende e descobre, traz ao leitor um pequeno sentimento de compaixão e compreensão pelos problemas ainda que insignificantes, relatados por Thea.

Acho que um dos pontos controversos do livro, ou interessantes, interprete como você desejar, são as repentinas cenas ou melhor, momentos calientes vividos por Thea. Desconfortáveis, as aflorações da puberdade se revelam aos poucos e se intensificam. E então você fica pensando se pegou um livro hot para ler ou se apenas se enganou. É o ponto alto da trama, e que pode incomodar um pouco o leitor mais conservador. Prossigamos…

A coisa que mais gostei no livro foi a reflexão que ele trouxe, ao menos para mim. Passei praticamente todas as páginas refletindo, seja sobre a vida, seja sobre o drama de Thea, seja pela situação e a forma fria como a sociedade trata uma mulher diante de desafios, seja pelas atitudes inesperadas e questionáveis da protagonista que nos passam uma lição simples: a vida não vem com manual de instruções.

Para adquirir o livro/e-book:

https://www.intrinseca.com.br/livro/391/

P.s.: a minha edição é uma daquelas em promoção das lojas Americanas, caso queiram economizar.

Sobre a obra e a escritora:

Contato: http://antondisclafani.com/

https://www.skoob.com.br/escola-de-equitacao-para-mocas-385116ed435772.html

Anton DiSclafani

Cresceu no norte da Flórida, onde ela montava a cavalo e competia nacionalmente. Ela graduou-se na universidade de Emory e recebeu MBA da universidade de Washington onde ela atualmente ensina escrita criativa. Ela mora em St. Louis.”

Starters – Lissa Price

Antes de deixar qualquer consideração sobre esse livro, preciso notificá-los de que se trata de uma saga de seis livros se eu não estiver enganada. Eu não sabia disso quando o li e fiquei um pouco chateada ao saber que o livro que eu tinha em mãos não se tratava do primeiro volume. Portanto, algumas das minhas resoluções a respeito dele foram afetadas, ainda que minimamente, por conta disso.

      Este livro começa de forma brusca, porém interessante. Callie está numa empresa clandestina analisando um contrato no qual ela alugaria seu corpo “starter” (menos de 18 anos) para um “ender” (com mais de 60 anos, creio) anônimo. Relutante, ela deixa a empresa e se encontra com seu irmão Tyler e seu amigo Michael em um prédio abandonado.

Pouco a pouco, vão sendo relatadas as difíceis experiências da garota órfã e sem casa. E se você for um tanto exigente, vai começar a achar que a garota está exagerando e que na realidade não está sofrendo tanto quanto diz estar. Vai achar vago e raso o tal assombroso ambiente “starters” versus “enders”.

Seu irmãozinho, Tyler, tem pneumonia e então ela opta por ceder e aceita o contrato da Prime Destinations, a empresa que aluga corpos. Recebe um banho de loja e realiza duas trocas experimentais de corpos em laboratório. Ela não sente nada e passa a achar tudo fácil e simples e se sente confiante. Dá-se início então ao seu primeiro trabalho. Desnorteada, ela acorda em meio a uma vida luxuosa e acaba por ir a uma balada. Sem entender como, está curiosamente consciente quando deveria estar em uma espécie de coma induzido ou transe em uma realidade alternativa para a sua “ender” poder utilzar seu corpo. Na festa, conhece Madson, uma excêntrica “ender” que também está no corpo de uma “starter” e diz ter percebido que Callie não era jovem devido ao seu perfeccionismo estético. Algum minutos se passam e ela conhece Blake, que por sua vez, era de fato um “starter”, só que com avós ricos e vivos que provavelmente nunca precisaria recorrer a Prime e que sequer tinha conhecimento dela.

Quando ela volta para casa de sua alugadora, ouve a voz dela alertando-a para não confiar na Prime. Preocupada e intrigada, tenta se comunicar com ela mas é em vão. Páginas vai, páginas vem, o “lance” de Callie e Blake ganha força e eles passam a se encontrar cada vez mais vezes de forma desproporcional as barras relatadas pela garota que se diz com saudade do irmão. Ela conhece outros “enders” nesse meio tempo, ousados e que curtem esportes radicais, colocando em risco a vida dos corpos de seus respectivos “starters”.

Mais páginas e Callie descobre que sua “ender” Helena alterou seu chip para mantê-la em contato pois precisava dela para assassinar o avô de Blake, que é governador e pretende permitir que a Prime assassine jovens para que enders usem seus corpos permanentemente. Helena relata que acredita que a Prime esteja envolvida no sumiço de sua neta, que havia ido atrás da empresa se passando por desabrigada para poder ganhar o procedimento estético milagroso. Abismada, Callie se recusa a assassinar alguém e no decorrer das próximas páginas ela encontra Michael por acaso na rua e nota que ele está e estranho e então percebe que ele não está naquele corpo. Ela não digere nada muito bem e logo quando decide ajudar Helena, percebe que a Prime a tirou de circulação e que fora assassinada. Desesperada, Callie foge mas é pega e levada a uma instituição. Com pegadas de ação e sem se passar nem mesmo um dia ela sai de lá de forma inusitada e ainda consegue alertar a humanidade sobre as más intenções da Prime.

Em seu final súbito, o livro se despede com Callie herdando os bens de Helena e aproveitando a vida com seu irmão na casa dela. Mas uma reviravolta no enredo que eu prefiro não detalhar e sob a qual eu optei não só por perdoar os deslizes de toda a história mirabolante relatada como o romance bobinho e inconveniente de uma menina tão atribulada. É um livro instigante que ressalta pontos importantes em termos de ética biológica e privacidade mas controverso.

Curiosidades sobre os clássicos infantis

Ok, o dia das crianças já passou. Mas eu continuo tendo aquela paixão avassaladora por livros infanto juvenis.


Separei alguns pequenos fatos sobre os clássicos infantis para vocês:
 ۵ Essa primeira destruirá a sua infância: Lewis Carroll não existe, pelo menos não oficialmente. O autor de Alice no País das Maravilhas, na realidade se chamava Charles Lutwidge Dodgson e além de escritor também era matemático, e sim você pode ser de humanas e de exatas, o resto é alienação das bárbaras.
 ۵ Alice no País das Maravilhas foi a primeira obra literária a ser adaptada para o cinema, no ano de 1903.
 ۵ Monteiríssimo Lobato criou a primeira editora brasileira  “Editora Monteiro Lobato” e mais tarde a “Companhia Editora Nacional”. Também foi fundamental nos processos empreendimentares da criação da Petrobrás, subsidiando o projeto.  Também foi um dos primeiros autores não só brasileiros como latinos a publicar livros infantis. Até então só se escreviam romances.
 ۵ Charles Dickens era um pobre criança explorada pelo capitalismo, o que serviu de inspiração para obras como Oliver Twist e Um conto de Natal, denunciando aa situações degradantes das fábricas inglesas na segunda fase do capitalismo, o industrial. Anos mais tarde, ele e a família foram salvos da pobreza com uma herança inesperada e oportuna.
 ۵ Há uma adaptação da Barbie para a obra de Dickens, Um conto de Natal.
 ۵ A criativa J.K. Rowling, da saga Harry Potter, também viveu na miséria antes de ser reconhecida internacionalmente. Vivia de uma pequena pensão do governo e não podia trabalhar por que perderia a pensão e não tinha com quem deixar a filha, Jessica. Escrevia Harry Potter nas cafeterias, em guardanapos e por aí vai. Seu nome é Joanne Rowling e o nome da capa foi uma estratégia de marketing para que acreditassem que ela era um homem e não fosse menosprezada.
۵ C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, autores de As crônicas de Nárnia e o Senhor dos Anéis, respectivamente, eram teólogos e professores, além de grandes amigos. Possuiam um clube de autores juntos, no qual debatiam ideias para seus livros e foram pioneiros no gênero da fantasia. Ambas as suas obras, possuem elementos e referências genuinamente cristãs.